Quando será humano?
É 2018.
Tempo de divindades midiáticas, inquisidores
virtuais e fogueiras digitais.
Tropas de humanos-robôs, espalhando ódio,
violência e medo.
Analfabetismo epidêmico, ditaduras musicais e
corporais.
Ausência de mínimos vitais. Excesso de máximas
destruidoras.
Expectativa de “líderes” racistas, misóginos,
homo-bi-transfóbicos e o-que-mais-eles-escolherem-odiar-fóbicos.
É 2018?
Prisões sociais em redes. Reflexos de uma
vida que não se tem.
Drogas raptando vidas. Relações virtuais de vazios reais.
Medicinas salvadoras inatingíveis para grande
parte do povo. Injeções de vaidades mortais de fácil acesso.
Mas há esperança. Ouvi dizer que a maioria ainda
é formada por humanos-humanos, que aguardam um bom provedor e roteadores do bem
para encaminharem soluções com cópia para todos.
Já é 2018. Podemos esperar por eles?
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