sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Quando será humano?

É 2018.
Tempo de divindades midiáticas, inquisidores virtuais e fogueiras digitais.
Tropas de humanos-robôs, espalhando ódio, violência e medo.
Analfabetismo epidêmico, ditaduras musicais e corporais.
Ausência de mínimos vitais. Excesso de máximas destruidoras.
Expectativa de “líderes” racistas, misóginos, homo-bi-transfóbicos e o-que-mais-eles-escolherem-odiar-fóbicos.
É 2018?
Prisões sociais em redes. Reflexos de uma vida que não se tem.
Drogas raptando vidas. Relações virtuais de vazios reais.
Medicinas salvadoras inatingíveis para grande parte do povo. Injeções de vaidades mortais de fácil acesso.
Mas há esperança. Ouvi dizer que a maioria ainda é formada por humanos-humanos, que aguardam um bom provedor e roteadores do bem para encaminharem soluções com cópia para todos.
Já é 2018. Podemos esperar por eles?

                     
                                         Lanço-te cores, presenteio-te e, depois, deserdo-te.
                                         Levo todas comigo.